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Com quem eu devo investir?

24 de julho de 2017 às 03:21 Por Postado em Blog do Eliseu, Experato Educação

Está em curso uma mudança que alterará a maneira que todas as gerações no Brasil irão investir e pensar sobre investimentos. O modelo de investimento que já é comum em países da qual visitei e tive oportunidade de presenciar, como Suiça, Liechnstein, Itália e Alemanha, em 2015 e EUA, em 2017, começa a ganhar força no Brasil.

Cada vez mais os investimentos estão sendo feitos por profissionais do mercado financeiros, sem ligação direta com o investimento escolhido (bancos) e com total transparência, em um modelo conhecido como Shopping Center Financeiro.

Sendo assim, cada vez mais a pergunta virá a mente do investidor: com quem devo investir,  se não sou um profissional do mercado financeiro?

Aqui estão os critérios, que eu, como investidor, observaria:

1 – onde o profissional investe o seu próprio capital?

2- qual o nível de conhecimento do profissional que o ajudará a investir?

3 – os interesses estão alinhados?

4 – quando preciso tirar dúvidas, o profissional demonstra-se acessível?

Essas são os principais critérios que eu, observaria.

1 – Onde o profissional investe o seu próprio capital?

Sempre me perguntam, qual é o melhor investimento? O melhor investimento é aquele em que o retorno está adequado ao SEU nível de risco. Se você está tranquilo com o investimento, o nível de risco está condizente e correto. Se você não é um profissional do mercado financeiro e precisa de um auxílio profissional, o ideal é saber onde esse profissional investe o capital próprio. Ele, se tivesse um perfil parecido com o seu de investimento, teria uma atitude similar ao que vem orientando você a fazer? Quando possível, opte por investir em veículos de investimentos em que o profissional aloque o seu próprio dinheiro. Isso significa que a mesma oscilação, em percentuais, que ele terá no capital dele, você terá no seu.

2- qual o nível de conhecimento do profissional que o ajudará a investir?

Cada vez mais aquilo que fazemos com o grande número de informações que recebemos e são transformadas em conhecimento, em realidade e algo prático e empírico é que vai fazer a diferença. Não apenas em investimentos, mas em todas as áreas de trabalho. Confesso que esse foi um dos maiores erros meus, no início da minha carreira: focar em certificações (fiz CPA-20, CNPI, CEA, CGA e CFA, onde alguns passei e outros ganhei experiência, o que faz parte do processo de aprendizagem) e esquecer a parte prática. Logo, consegui ver isso e corrigir, morando em Porto Alegre, São Paulo, Salamanca-Espanha e Flórida, visando ganhar conhecimentos práticos na área e atividades correlatas, como o empreendedorismo.

O profissional tem histórico de uma carteira de investimentos que possa mostrar e servir como base para mostrar para você? Qual foi o retorno do último ano? E do benchmark (algum conjunto de ações que serve como base de comparativo)? Algumas profissões, não é possível a assessoria, mas nas que for possível, peça isso ao profissional que irá ajudá-lo.

3 – os interesses estão alinhados?

Alinhar os interesses, significa que o profissional deve, SEMPRE, colocar os interesses do cliente em primeiro lugar. Já tive inúmeras vezes em que havia a possibilidade de receber um fee (um repasse) maior, porém o investimento mostrado ao cliente não trazia boa rentabilidade. Obviamente, sempre opto pelo investimento que é melhor para o cliente. O foco deve ser o cliente sempre, linkando interesses de longo prazo, com custo e retorno adequado e procurando minimizar o pagamento de imposto de renda, auxiliando na melhora do retorno no longo prazo.

4 – quando preciso tirar dúvidas, o profissional demonstra-se acessível?

Com a popularização da internet, é impossível, um profissional não estar disponível e não retornar contatos e dúvidas ou estar acessível via whatsApp, e-mail e telefonemas. Muitos profissionais atendem e têm clientes ao redor do Brasil. Também faço isso, mostrando-me disponível sábados e domingos, inclusive, para tirar possíveis dúvidas. Isso é importante e passa segurança para o investidor, mesmo sendo algo que exige bastante dedicação do profissional.

De maneira clara e objetiva, acredito que isso são algumas das perguntas que eu, como investidor faria para o profissional que intermediasse e orientasse, o capital que demorei meses ou anos para construir, procurando um retorno condizente com o risco que você está disposto a correr ajudando-lhe a poupar tempo, que é o principal ativo que temos.

Um grande abraço e fico a disposição!

eliseu@experato.com.br

 

- Investidor, empreendedor, Sócio da Experato Agente Autonomo de Investimentos; - Columbia University – Macroeconomic Risks – EUA; - Babson College – Programa Internacional para Desenvolvimento de Empreendedores, Executivos e Acionistas – Babson – EUA; - MASTER Governança Corporativa e Valuation – BI International – 2014; - MBA em Mercado de Capitais – Fundação Getúlio Vargas (FGV) – 2010; - Analista Profissional CNPI-T (Certificado Nacional de Profissionais de Investimentos – Analista Ténico – Anbima); - Certificado de Especialista de Ativos (CEA- Anbima-2013);